Sobre

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Leandro Braga nasceu em S. José dos Campos (SP) em 27 de julho de 1955.  Como parte da educação formal daqueles tempos, estudou piano já a partir dos 4 anos de idade. Ao completar o colégio, ainda seguindo as tradições interioranas, fez uma opção pelo estudo da Medicina, preferindo esta ao invés da Engenharia e Direito.

Durante a faculdade se aproximou de músicos profissionais o que o levou a estreitar seu contato com a música popular, com o suingue do jazz e da música brasileira, o que o fez procurar um aprendizado com mestres do piano e do arranjo e orquestração. Seu primeiro professor foi Amylson Godoy, em São Paulo. Em seguida procurou ampliar seus conhecimentos com o trabalho de orquestração e arranjo, estudando com Nelson Ayres e também Hilton Valente (Gogô).

Nesse período conhece seu maior mestre e inspirador, o pianista, compositor, arranjador e quase guru Luizinho Eça, vindo ao Rio semanalmente. Até hoje ele representa sua maior influência na música, com sua visão ampla, criativa, livre de preconceitos musicais de qualquer espécie.

Em 1988 muda-se para o Rio de Janeiro, onde, após poucos meses tocando na noite carioca, começa seu primeiro trabalho como acompanhante de um cantor consagrado, participando da banda de Beth Carvalho. Esse trabalho foi fundamental para consolidar sua aproximação com as bases genuínas da cultura musical brasileira, principalmente a carioca. Começa a ser requisitado também como arranjador, tendo gravado inúmeras canções com a própria Beth Carvalho, Chico Buarque, Caetano Veloso, Simone, Djavan, Fátima Guedes, Emílio Santiago, Tim Maia, Elba Ramalho, Guinga, Leny Andrade, Fafá de Belém, Adriana Calcanhoto, e tantos outros.

Entre esses se destaca o trabalho com Ney Matogrosso, de quem foi diretor musical, arranjador e pianista, sendo responsável por vários de seus CDs e shows.

Em 1991 grava seu primeiro CD, “And Why Not?”, contratado pela gravadora americana Arabesque Records, especializada até então em música de concerto, sendo o responsável pelo primeiro CD de Jazz da companhia. Neste projeto conta com excelentes músicos americanos e latinos, como Bob Mintzer (sax), David Finck (contrabaixo), Steve Nelson (vibrafone), Giovanni Hidalgo (congas), além de Romero Lubambo (violão) e Ignacio Berroa (bateria).

Seu 2º CD foi lançado pela gravadora Lumiar, de Almir Chediak, feito em parceria com o grande pianista, compositor e cantor Johnny Alf, sobre a obra de Noel Rosa. Leandro foi responsável por todos os arranjos, composições e direção musical, e Johnny Alf cantou todas as faixas.

Seu 3º CD foi “Pé Na Cozinha”, da gravadora MPB, formado principalmente por composições próprias, como Diana, Um Ariel De Saudades, Valsa Negra, Colkeriana, Pavana, etc. Contou com a participação de excelentes músicos como Zé Nogueira, Marçalzinho, Bororó, Ricardo Silveira, e outros. No ano de 1999 foi contemplado com 3 Prêmios Sharp.

Seu 4º CD, lançado pela gravadora CID, foi calcado na obra de Chiquinha Gonzaga. Todo feito em parceria com os músicos Zero (percussão) e Adriano Giffoni (contrabaixo), fazendo arranjos que releem obras tradicionais da maestrina, como Corta-Jaca, Lua Branca, A Corte Na Roça. Conta com a participação de Leila Pinheiro, e contém uma composição de Leandro dedicada a Chiquinha: “Minha Cara Francisca”.

Seu 5º CD faz uma leitura instrumental da obra de D. Ivone Lara. Tem o nome “Primeira Dama”, o mesmo nome de uma composição de Leandro feita em homenagem a ela. Sucessos cantados por várias gerações de sambistas ganham aqui uma leitura muito livre e criativa. Conta ainda com a participação da própria D. Ivone em uma faixa que, até então, havia sido gravada somente por Nara Leão (“Há Música No Ar”). Este CD foi indicado ao prêmio Grammy Latino. Foi agraciado no 4º Prêmio Rival Petrobrás de Música como melhor arranjo. Este CD gerou um livro, lançado pela Editora Gryphus, com as partituras de todas as músicas do CD transcritas para piano solo, onde o músico poderá executar sozinho os arranjos gravados no disco, solicitando-lhe uma destreza razoável.

Seu 6º CD foi realizado sob a produção de Marcos Souza, onde divide as faixas com Gilson Peranzzetta e João Carlos Assis Brasil, todos executando músicas compostas por Charlie Chaplin para as trilhas de seus filmes.

Além desses tem um CD em duo com a cantora Claudette Soares, e outro, igualmente piano e voz, com a cantora Sandra Duailibe.

Seu 7º cd, “Fé Cega”, foi lançado em agosto de 2013. É uma homenagem e um agradecimento à linda arte de Milton Nascimento. Canções consagradas como Maria Maria, Fé Cega, Faca Amolada, Saudade dos Aviões da Pan Air, Encontros e Despedidas e Cais são tratadas em seu aspecto exclusivamente instrumental, explorando toda a riqueza contida na obra de Milton. Uma exceção é a música “Beco do Mota”, um dueto muito lírico entre o cantor e o pianista e a música “Sonhos de Juventude”, composta por Leandro como uma homenagem a Milton.

No teatro fez vários trabalhos, onde se destacam a regência e direção musical da temporada paulista da ópera Evita, e o magnífico espetáculo dirigido por Ney Matogrosso “Somos Irmãs”, sobre a vida das irmãs Linda e Dircinha Batista.

Escreveu vários trabalhos para orquestras, como a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Orquestra Petrobrás Sinfônica, a Jazz Sinfônica, de S. Paulo, a Orquestra Sinfônica de Brasília, a Orquestra Sinfônica de Düsseldorl (Alemanha), a Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Bahia, em inúmeros trabalhos ao longo de vários anos.

Recentemente se destaca a composição e arranjos feitos para os últimos Jogos Mundiais Militares, realizados no Rio de Janeiro em 2012, e executados pela Banda Sinfônica do Exército. As cerimônias de abertura e encerramento foram espetáculos grandiosos, com coreografias executadas simultaneamente por 2000, 3000 pessoas, e música executada pela corporação miliar, e composta por Leandro Braga.

Atualmente produz, dirige e apresenta, há 5 anos, o programa Quem Toca, que vai ao ar na Rádio Roquette Pinto, semanalmente, entrevistando instrumentistas, produtores e cantores de renome, e executando peças que dificilmente teriam outro espaço dentro da rádio comercial.

Entre seus projetos atuais se destacam alguns:

  1. A concretização da Sinfonia do Descobrimento, onde musicou a Carta do Descobrimento, de Pero Vaz de Caminha, obra escrita para orquestra sinfônica, Coro Misto, Coro Infantil, percussionistas de música popular, 2 narradores e 1 soprano. Esta peça está completa, e deverá ter sua estreia brevemente.
  1. Vozes d’África: uma suíte dedicada aos principais Orixás do panteão do candomblé, explorando as características mais marcantes de cada um deles. Começou a ser gravada na Holanda pelo quarteto de cordas Red Limo String Quartet.
  1. O show Fé Cega, na formação de trio (Piano, Contrabaixo e Percussão), dedicado a Milton Nascimento, onde explora principalmente as canções mais ritmadas do compositor, sua origem mais ancestral, mais africana, depois permeada pela música mineira. As músicas aqui terão uma leitura bem livre, mas como prumo o tambor, o ritmo, dentro da obra riquíssima de Milton.
  1. Um livro de música brasileira para crianças, encomendado pela Editora Gryphus. Os elementos fundamentais da música serão apresentados tendo como base nossa percussão, onde inclui o piano.

Leandro Braga publicou em 2013 o livro ilustrado “Na Bateria da Escola de Samba”, em parceria com Mestre Mangueirinha, onde explica a formação, o funcionamento e estrutura das baterias do samba, dirigido ao público infanto-juvenil. O livro foi lançado pela Editora Gryphus e selecionado para os Acervos Básicos da FNLIJ – Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

Paralelo a seu trabalho como músico, Leandro fundou e dirigiu por 4 anos a ONG “Toca o Bonde – Usina de Gente”, em que atuava ministrando aulas de música a crianças e adolescentes do complexo do Falete, envolvendo membros desta comunidade, além do Fogueteiro, Prazeres, Escondidinho, Coroa, Querosene e Mineira. Este projeto foi selecionado e patrocinado pelo BNDES e pelas Centrais Elétricas de Furnas por 3 anos, e abrangeu cerca de 50 crianças que tinham aulas de violino, violoncelo, flauta, clarinete, trompete, trombone, harpa, piano, bateria, percussão, canto, além das matérias teóricas e de cidadania.

Foi diretor do projeto TIM Música nas Escolas, por 5 anos, projeto esse criado e desenvolvido pela empresa TIM, onde crianças e adolescentes de 5 escolas públicas do Rio de Janeiro ministravam aulas de música a alunos regulares, culminando com a montagem da Orquestra Brasileira do Rio de Janeiro, formada por esses jovens que executam diversos instrumentos de corda, sopro e percussão, em um repertório brasileiro, e com composições e arranjos especialmente elaborados para eles.

Leandro Braga faz as músicas há anos do projeto Dançando Para Não Dançar. Desde 1995, o projeto vem proporcionando às crianças, moradoras de áreas populares cariocas, o acesso à educação, à cultura, à saúde, e, especialmente, à profissionalização, através do ensino do balé clássico. São mais de 2 mil crianças atendidas nas comunidades do Cantagalo, Pavão-Pavãozinho, Rocinha, Mangueira, Chapéu-Mangueira, Babilônia, Macacos, Tuíuti, Jacarezinho, Salgueiro, Santa Marta e Borel.

Foi diretor, produtor musical, arranjador e pianista do último CD da cantora Simone, “É Melhor Ser”, lançado em 2013 pela gravadora Biscoito Fino. Atua como diretor musical e tecladista na turnê de lançamento.

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